sábado, 4 de janeiro de 2014

O que podemos esperar do judô em 2014?

Em dezembro, a CBJ definiu os integrantes da seleção brasileira para 2014.


 -60 kg

Kitaday ganhou o bronze em Londres, para mim isto era impensável antes da competição, visto que ele não chegava nas semi e em algumas ocasiões nem nas quartas dos grand slams, masters e até grand prix. Mas claro, ele é um bom judoca e está entre os 10 melhores do mundo. Acredito que se ele ganhar uma medalha em mundial, acabará de vez os boatos de que ele fez "A" competição em Londres e que isso não se repetirá.

Diego Santos e Alan Kuwabara são jovens, tem o que evoluir. O segundo foi bronze no mundial sub 20 em 2011. Medalhas em grand prix são bem possíveis, em grand slam quando começar o ranking olímpico ficará mais difícil, mas como disse, ambos tem o que evoluir.

-66 kg

Charles Chibana (foto)
Luiz Revite 
Vinicius Leal 


Chibana já uma realidade, chances totais de medalha para ele em qualquer competição e, seria interessante vir a medalha que escapou por muito pouco no mundial.
Revite não é velho não, mas já é experiente. Infelizmente para ele sempre está como o segundo melhor da categoria, no ciclo passado era reserva do Leandro Cunha, agora é do Chibana. Vai ter que fazer um grande ano se quiser a titularidade da categoria.
Vicinius Leal eu particularmente não conheço, vai ser legal ver esse, e outros jovens atletas em ação.

-73 kg

Categoria mais fraca do masculino. Bruno Mendonça infelizmente parece ter se tornado a eterna promessa. Antes de uma competição ouve se falar que essa vai a competição dele, mas isso nunca acontece. Estou ansioso para ver em ação Alex Pombo, no ano passado ter resultados interessantes como vitórias sobre bons judocas da Mongólia e muitos pódios nas competições da IJF. Marcelo Contini
 Contini é o terceiro da categoria.

-81 kg

Victor Penalber (foto)

Leandro Guilheiro 
Gustavo Assis 

Espero ver o Penalber fazer um bom mundial, pelo menos pegando semi final, pois foi posto muita responsabilidade nas costas dele por ser o número 1 do mundo, mas como já tinha alertado no blog, aquela posição era um tanto enganosa, pois a pontuação conquistada para chegar nesse status ocorreu em torneios esvaziados.
Sobre Guilheiro tenho muita expectativa por seu retorno, acho um judoca fantástico, muito técnico. Tenho certeza que o revés de Londres e lesões (já tratadas) não atarapalharão.
Gustavo Assis é outro jovem que ainda não conheço muito e entrou na seleção pela seletiva nacional.

-90 kg

Essa categoria se resume a Tiago Camilo. Mesmo não medalhando nos últimos mundiais, sempre entra como favorito a medalha por ter uma técnica invejável. Quem sabe o que falta é um pouco da parte psicológica ou algo do tipo. Eduardo Bettoni e Eduardo Santos não estão no mesmo nível de Tiago.

-100 kg

Renan Nunes 
Luciano Correa
Rafael Buzacarini 
Hugo Pessanha 

É uma das duas categorias que leva 4 atletas por possuir boa qualidade. Porém nenhum deles por enquanto é aquele cara que é favorito ao pódio em grandes competições. Luciano pra mim, já deu o que tinha que dar (espero que cale minha boca), Renan tem que usar esse ano para finalmente se firmar, Buzacarini idem, e Hugo Pessanha, que no ciclo passado tava no -90 kg, é a minha aposta do ano, acho que vai render bastante.

+100 kg

Rafael Silva (foto)
David Moura 
Walter Santos 
Gabriel Souza 


Sem dúvidas nossa melhor categoria. Rafael sempre no topo, buscando vencer Teddy Riner, algo muito distante ainda. David e Walter (o segundo já bem experiente) foram bem em 2013 em grand slams e grand prix, porém tem que avaliar se o desempenho continua quando o ranking olímpico iniciar. Gabriel Souza é o quarto integrante dessa categoria, passou pela seletiva nacional, não deve ter tanto espaço na seleção, a não ser em copas do mundo.




FEMININO


-48 kg


Sarah (foto), nossa campeã olímpica não tem nem o que falar, sempre expectativa de pódio em quaisquer competições, agora o que valer é ver como se comportará contra as japonesas que são as pedras no sapato do feminino. A CBJ faz bastantes intercâmbios tentando solucionar isso.
Nathália Brígida e Gabriela Chibana são muito boas, muito mesmo, acredito que tem potencial para evoluir mais, o problema para elas é a concorrência de uma campeã olímpica, azar delas, sorte do Brasil que terá o nível lá em cima.

-52 kg

Érika, como ela mesmo falava, batia na trave em competições de nível de mundial e na Olimpíada foi igual. Faltava uma medalha para colocá-la definitivamente entre as melhores da categoria. E foi o que aconteceu ano passado, e agora como vice campeã mundial seu trabalho é manter-se, e mesmo tendo bastante concorrência na categoria acredito que conseguirá.
Raquel Silva, irmã da Rafaela, conquistou bons resultados ano passado, torcer para que mantenha e faça voos mais altos em competições mais importantes.
Jéssica Pereira pegou a vaga da Eleudis Valemtim que era a reversa de Érika no ano passado. Nas últimas competições do ano conseguiu bons resultados.

57kg:
Rafaela Silva (foto)
Ketleyn Quadros
Flávia Gomes 


É a categoria mais forte do Brasil. Rafaela campeã mundial, tem tudo para manter-se no topo. Ketleyn bronze em Pequim, e mesmo não conquistando nenhuma medalha em mundial, parece que a medalha sempre está próxima. Flávia Gomes tem 20 anos, campeã mundial sub-17 em 2009, vice dos Jogos Olímpicos da Juventude em 2010, campeã mundial militar ano passado. Porém acho que esse tem que ser o ano dela se firmar como grande judoca, pois por enquanto ainda é uma promessa. Seria interessante a CBJ tentar uma experiência de colocar a Flávia ou a Ketlein no -63 kg, afinal é difícil pensar que a Rafaela Silva será ultrapassada por uma das duas, e é um desperdício ter 3 atletas tão boas na categoria -57 kg, e apenas uma poder ir para as Olimpíadas.

-63 kg

Categoria mais fraca do Brasil. Mariana Barros, Mariana Silva e Katherine Campos são as 3 judocas desse ano na seleção. As duas últimas é daquele jeito, difícil de passar ou até chegar as oitavas em grand slams fortes e em mundiais. Esperemos para ver como vai se sair Mariana Barros que venceu dois grand prix e foi bem no Grand Slam de Tóquio ano passado.

-70 kg

Portela venceu uma japonesa, e duas medalhistas do mundial 2013 no último dia da competição na competição por equipes. Isso prova que ela pode vencer as grandes da categoria. O que a atrapalha sem dúvidas é a baixa estatura para a categoria. Veremos como se sairá neste ano.
Nádia Merli e Bárbara Timo são duas jovens que foram bens em competições no segundo semestre de 2013, conseguindo até dobradinhas no pódio. Torcer que a evolução siga, para incomodar a titularidade da Portela na categoria.

-78 kg


Nome absoluto é da Mayra Aguiar (imagem), Ela está machucada, mas volta a tempo do início do ranking olímpico. Falando de mundial, tem total condição de finalmente se tornar campeã, é só trabalhar o psicológico que por muitas vezes à atrapalhou, por que judô ela tem de sobra.
Samanta Soares (assim como Mayra) é muito jovem, conquistou ano passado no mundial sub 21 a medalha de prata, porém, no momento pegar a vaga de titular da categoria é impensável. Vale para ela buscar se firmar com reserva, visto que até hoje a Mayra Aguiar não tem uma reserva à altura.
Renata januário é uma novata na seleção. Não conheço o judô dela, mas provavelmente não terá muito espaço nesse primeiro ano.

+78 kg

Maria Suelen Altheman 
Rochele Nunes
Claudirene Cezar

Maria Suelen ano passado confirmou sua evolução ano passado com a prata no mundial (evolução que já era vista antes, em 2011 e 2012). Atualmente é a segunda do ranking, atrás apenas de Idalys Ortiz, campeã olímpica. Com certeza brigará por mais medalhas e se manterá entre as tops da categoria em 2014.
Rochele Nunes teve bons resultados ano passado. Foi campeã da categoria nas Universíades, vencendo a já citada Idalys Ortiz na final (no dia seguinte, na competição absoluto, perdeu para a mesma na final), provando que tem potencial. Busca uma boa participação em mundial ou em outra grande competição para incomodar a Maria Suelen, titular da categoria.
Claudirene Cezar já tem 28 anos, tem bom judô , mas tem que se esforçar bastante para conseguir chegar ao nível das duas atletas principais do Brasil na categoria.

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