domingo, 1 de setembro de 2013

Análise do Mundial de Judô


·         Chegou ao fim neste sábado, as disputas individuais no mundial de judô Rio 2013.
O Brasil conseguiu sua melhor participação na história com 6 medalhas , 1 ouro, 3 pratas e 2 bronzes. No quesito qualidade das medalhas, esta edição só perde para o mundial de 2007, também no Rio de Janeiro onde foram conquistados 3 ouros e 1 bronze, porém num geral, essa foi sim a melhor participação, até pelo número de finais ser maior, uma a mais que naquela edição.
Foi um mundial marcado pelo sucesso brasileiro nas categorias femininas, e pelo rendimento abaixo do esperado do masculino, porém, contudo o objetivo da CBJ ( Confederação brasileira de judô ) foi realizada com sucesso, onde a meta era 6 medalhas independentemente da cor, e assim foi feito.
Mesmo o masculino tendo esse rendimento abaixo do esperado, não é pra ninguém ficar em pânico, achar que está tudo errado, que a equipe é fraca... Não , não mesmo. A equipe masculina é muito boa sim, porém circunstâncias da competição fizeram com que alguns dessem azar ( como Kitaday que enfrentou de cara um bom coreano que viria a ser bronze ), ou como também Victor Penalber e Charles Chibana, que ficaram sem medalha mas são muito talentosos. Perderam muito pela inexperiência, principalmente deste último, que ficou ali perto do pódio quando chegou na semi. Ou seja, calma . Mas claro, também deve se olhar com carinho para certas categorias que estão mais enfraquecidas, como -73 kg e -100 kg.
Das categorias femininas o que se tem a falar é só alegria. Olhando o resultado e voltando pouco no tempo, é difícil crer em tantas medalhas conquistadas e na evolução verde amarela. Antes, ganhar uma medalha era um sonho distante, sendo que o judô feminino brasileiro sempre vivia na sombra do masculino. As judocas não tinham planejamento próprio, ou seja , onde ia a equipe masculina, o feminino iria atrás, sem uma atenção especial para nossas judocas. Na atualidade, 5 medalhas, um título mundial, 2 vices e 2 bronzes, mostram o quanto que a preparação CORRETA para as atletas e planejamento faz diferença. Hoje somos grande potência mundial também no feminino, liderando o quadro de medalhas do gênero no mundial.
-60 Kg Masculino
Felipe Kitaday perdeu logo na primeira luta para o sul coreano Won Jin Kim, sendo assim, nem repescagem pegou. Kitaday em Londres surpreendeu a todos com sua medalha, afinal nunca tinha subido no pódio em grandes competições, ao não ser em campeonato panamericanos. Para ele seria muito legal a medalha, pois afastaria aquela sensação de que aquele bronze foi a competição de sua vida, e que não à faria mais. Não concordo com quem pense isso. Kitaday é um grande judoca, e com certeza irá dar frutos nos próximos mundiais, masters, grand slams.
O ouro ficou com o japonês Naohisa Takato,a prata com o mongol Dashdavaagiin Amartuvshin , e os bronzes foram para Won-Jin Kim ( Cor.Sul ) e para a surpresa Orkhan Safarov ( Aze ).
-66 Kg Masculino
Charles Chibana mesmo não subindo ao pódio , pode ser considerado uma das grandes afirmações da seleção brasileira. Venceu bem suas lutas até a semi ( tudo bem que pegou uma chave mais tranquila até as quartas, mas mesmo assim foram vitórias com autoridade, e nas quartas grande vitória sobre o russo Mikhail Pulyaev ), e na semi QUASE venceu o campeão mundial Masashi Ebinuma, onde vencia faltando 22 segundos, porém , com um tanto de cansaço e descuido, levou um golpe fatal e perdeu. Na disputa do bronze história parecida, também contra um japonês, este Masaaki Fukuoka , chegou a ter decretada a vitória, com ippon marcado pelo árbitro central, porém com a mesa tirando o ippon e dando wazary. Depois disso a concentração não foi a mesma, visto que tinha até se emocionado com o suposto bronze no peito, e no fim acabou perdendo com um ippon ( antes o japonês havia empatado o placar com um wazary, porém Chibana se mantia à frente por conta de um shidô contra o asiático ). Resumindo, Chibana tem tudo para ficar com a titularidade da categoria, afinal tem muita qualidade, é novo e tem muito a evoluir. Marcelo Contini foi o outro brasileiro na categoria. Perdeu logo na estréia contra o sul coreano Jun-Ho Cho. Contini tem bons resultados a nível de copa do mundo,já avançou bem em alguns competições mais fortes , mas ainda necessita de mais para chegar entre os melhores da categoria. Ainda é jovem, pode evoluir.
Masashi Ebinuma ( Jap ) se segrou bi campeão mundial, a prata ficou com Azamat Mukanov ( Caz ) que foi uma surpresa no pódio da categoria, os bronzes foram para Masaaki Fukuoka ( Jap ) e Georgii Zantaraia ( Ucr ), este último que subiu de categoria ( era do -60 Kg ).
-73 Kg Masculino
Bruno Mendonça não foi bem. Pela chave que estava, poderia ter avançado ao menos mais uma luta, afinal entrou como favorito contra o bielorrusso Aliaksei Ramanchyk. Bruno Mendonça é um judoca bom, mas não é brilhante , e se esperava uma evolução dele nestes últimos anos, porém até agora o que se viu foi sempre resultados medianos, como cair nas oitavas de final ou antes,nas grandes competições. Torço que isso mude, pois o Brasil necessita de um nome mais forte numa categoria de tradição.
Mais um japonês, Riki Nakaya , conquistou o título mundial, provando que as categorias leves masculinas estão com tudo para o novo ciclo olímpico. A prata ficou com o francês Ugo Legrand, e o pódio foi completado com os bronzes de Dirk Van Tichelt ( Bel ) e Dex Elmont ( Hol ).
-81 Kg Masculino
Victor Penalber chegou como atual líder do ranking mundial e caiu nas oitavas. Porém não considero um resultado péssimo. Um dos motivos é que caiu para aquele que viria a ser o campeão mundial, o francês Loic Pietri, ou seja , não perdeu pra qualquer um . Por segundo, essa liderança do ranking não dizia muita coisa em minha opinião, afinal esse status de número 1 do mundo, foi adquirido em competições meio esvaziadas, competições pós Olimpíada onde bastante atletas estavam tirando uma folguinha, e consequentemente a luta por medalhas foi mais fácil. E por terceiro e último, Penalber é estreante em campeonatos mundiais, é titular da categoria apenas depois de Londres 2012,e a inexperiência também pode ter sido um fator preponderante para a derrota. Mas trocando em miúdos... Penalber é sim um grande judoca, que tem técnica aliada com muita força, e nas próximas competições mais fortes deve se estabelecer como um dos grandes nomes da categoria.
Loic Pietri, francês, surpreendeu e conquistou o ouro, prata para Avtandil Tchrikishvivli ( Geo ) , bronzes para Ivan Vorobev ( Rús ) e Alain Schmitt ( Fra ).
-90 Kg Masculino
Infelizmente às vésperas do mundial , Tiago Camilo sofreu uma luxação no ombro, e desfalcou a seleção brasileira. Era um real chance de medalha que foi pelo ralo. Em seu lugar, foi chamado o bravo Eduardo Santos, ele que pediu desculpas ao Brasil após não conseguir medalha nas Olimpíadas de Pequim 2008. Eduardo ficou numa chave que era “passável” até pelo menos as quartas de final. Porém, perdeu de cara para o sueco Joakim Dvarby. É de se entender esse rendimento, até por que a preparação e o foco para o mundial não foi o ideal, visto que soube que iria lutar no Rio de Janeiro faltando um pouco mais de uma semana para a competição.
O ótimo Asley Gonzalez ( Cub ) conquistou o título mundial em cima do georgiano Varlam Liparteliani , bronze para o super Ilias Iliadis ( Gré ) e Kirill Denisov ( Rús ). -100 Kg Masculino
Dois brasileiros lutaram neste peso. Renan Nunes perdeu para o alemão Dimitri Peters ( bronze em Londres 2012 e que viria a repetir o bronze neste mundial ) na primeira luta, afastando as boas expectativas que tinham sobre ele. Luciano Corrêa tentava repetir o títumo mundial em casa, como foi em 2007, porém perdeu em sua segunda luta para Cyrille Maret. Luciano já teve seus bons tempos, seu ciclo foi o de Pequim 2008, depois disso não fez mais grandes competições mundiais.
Elkhan Mammadov ( Aze ) subiu de categoria após os jogos de Londres 2012, e se deu bem, ouro pra ele, prata para Henk Grol ( Hol ). Bronzes para Lukas Krpalek ( Rep.Tcheca ) e Dimitri Peters ( Ale ).
+100 Kg Masculino
Rafael “Baby” Silva “salvou” o judô masculino de passar em branco no mundial em questão de medalhas. Fez uma competição muito consistente, vencendo sem maiores sustos seus adversários, chegando na semi final e vencendo por punições o ótimo alemão Andreas Tolzer. Porém, como esperado, na final pegou nada mais nada menos que Teddy Riner, este gênio, monstro, lenda francesa do judô mundial que até então era penta mundial , atual campeão olímpico,e ainda um bronze em Pequim. O combate da final foi todo dominado pelo francês, desde na briga pela pegada, até quando projetou o Rafão de wazary e em seguida fez uma imobilização, vencendo assim de forma tranquila. Contudo, sem papo furado, esta prata literalmente tem gosto de ouro, já que Baby é o melhor entre os judocas “normais”, pois Teddy Riner é um caso a parte, não é desse planeta. O pódio foi completado com os bronzes do TUNISIANO Faicel Jaballah e com o experiente alemão Andreas Tolzer. - 48 Kg Feminino
Nossa campeã olímpica Sarah Menezes manteve sua doce rotina de sempre medalhar em grandes competições, e faturou a medalha de bronze. Esta medalha faz com que se iguale a Aurélio Miguel em mundiais , já que o campeão olímpico tinha 3 conquistadas, feito que Sarah igualou com esse bronze. Sarah avançou sem grandes dificuldades até na semi final. Lá, enfrentou a mongol Urantsetseg Munkhbat, num combate que prometia ser duro, mas com favoritismo para Sarah. Mas ao término da luta, a derrota veio contra a judoca da Mongólia que mais tarde se sagraria campeã mundial. Restava assim a repescagem contra a norte coreana Sol Mi Kim, numa luta que preocupava, pelo fato dessa judoca aparecer pouco para o mundo, e já ter batido a Sarah em outra ocasião. Num combate tenso, a poucos segundos do fim, luta empatada com dois shidôs para cada uma, e é aí que surge o coelho na cartola da brasileira, que aplicou um ippon faltando 3 segundos para o término do duelo. Bronze pra ela.
Como já foi dito, Urantsetseg Munkhbat da Mongólia foi a campeã mundial, Haruna Asami do Japão foi prata, e ao lado da Sarah no pódio de bronze, ficou a belga Charline Van Snick. -52 Kg Feminino
Erika Miranda sempre frequenta o top 10 mundial, vai bem em competições como grand slams, conquistando inclusive ouro, mas não tinha nenhuma medalha em mundiais, em 2008 teve a decepção de ser cortada da Olimpíada por conta de lesão, e em Londres 2012 não obteve um resultado bom, sendo eliminada de forma precoce. Porém nesse mundial ela entrou para outro nível, o de vice campeã mundial. Erika ainda tem muito judô pela frente, aos 26 anos definitivamente entra para essa ilustre galeria de medalhistas em mundiais, e essa conquista foi muito especial : Disputou 3 lutas contra européias difíceis para chegar na semi final, Birgit Ente ( Hol ) , Natalia Kuziutina ( Rús ) e Jaana Sundberg ( Fin ), está última teve gosto de vingança, já que Sundberg havia ganhado da brasileira na final do Grand Slam de Moscou há uns 2 meses atrás. Na semi final a adversária foi a credenciada Andrea Chitu ( Rom ), medalhista olímpica, e mais uma luta vencida, e esta até com certa tranqüilidade. Na final uma verdadeira pedreira, a judoca de Kosovo ( que na Olimpíada lutou sobre a bandeira da Albãnia, pois o Comitê Olímpico não considera o país ) Majlinda Kelmendi, a kosovar era a favorita, número 1 mundial e concretizou esse status vencendo a brasileira na final. Essa prata foi uma verdadeira afirmação para Erika, que sempre vinha como esperança de medalha e por ocasiões diversas várias vezes bateu na trave. Uma das medalhas mais comemoradas no mundial essa prata. A jovem Eleudis Valentim , a outra representante na categoria, venceu sua primeira luta contra a argentina Cardozo, mas na segunda luta perdeu para a japonesa Yuki Hashimoto. Além do ouro de Kelmendi e a prata da Erika, o pódio foi completado com os bronzes de Mareen Krah ( Ale ) e Yuki Hashimoto ( Jap ). -57 Kg Feminino
TÍTULO MUNDIAL da fantástica Rafaela Silva !!! Essa jovem judoca merece demais ! Desde a base, todos falavam de seu imenso potencial, e isso foi comprovado com um título mundial júnior. Ainda com idade para disputar mundiais júnior, 19 anos, conquistou em Paris 2011 a prata no mundial, mostrando que vingaria no sênior também. Aí então veio Londres e a decepção de ser eliminada por Hedvig Karakas ( Hun ) , depois de estar bem luta, mas realizar uma catada de perna e ser eliminada, ficando sem medalha. Até aí tudo bem, isso está sujeito a acontecer, mas o que marcou e indignou, foi o que a jovem Rafaela sofreu por mensagens no twitter, onde VERDADEIROS IMBECIS atiraram pedras, facas, tijolos e tudo o que há mais de direito em cima dela, e o pior e mais grave , foi as mensagens racistas horríveis que a atleta recebeu, mensagens estas que poderiam desanimar muitos por aí. Mas não Rafaela Silva. Depois desse episódio voltou com tudo ao judô, tentou subir de categoria, não deu certo, retornou, e conquistou o título mundial de sua categoria original, os -57 Kg, calando a boca de todos aqueles que disseram depois de Londres que ela não tinha talento. Sua trajetória até o título ocorreu com vitórias em cima da americana Hana Carmichael, a romena Loredana Ohai , e a judoca de Kosovo Nora Gjakova. Na semi, venceu a forte Automme Pavia ( Fra ), atual número 1 do mundo e na grande final venceu a americana Marti Malloy, sua freguesa de tempos. Parabéns Rafaela Silva, que entra pra história do judô brasileiro feminino, se tornando a primeira brasileira a ser campeã mundial na história dos campeonatos mundiais.
O pódio de bronze ficou com as judocas Vlora Bedeti ( Slo ) que surpreendeu após baixar de categoria ( era do -63 Kg ) e Miryam Roper ( Ale ).
- 63 Kg Feminino
Já faz algum tempo que essa pé a categoria mais fraca do Brasil. No ciclo passado Mariana Silva era a titular, já neste mundial, foi a vez de Katherine Campos assumir essa titularidade. A CBJ tentou arrumar essa “falta de excelência” na categoria, fazendo que Rafaela subisse para o -63 Kg, porém não houve sucesso. Com isso, Katherine Campos foi nossa representante no mundial, e ela começou bem, aplicando um ippon na guatemalteca Yennifer Dominguez, porém na segunda luta não resistiu a forte Anicka Van Emden ( Hol ). Cabe a CBJ encontrar outras estratégias para que essa categoria evolua, seja por novas atletas testadas ou aprimoramento das que já estão lá.
O ouro foi para a líder do ranking mundial Yarden Gerby, de Israel, a prata para Clarisse Agbegnenou ( Fra ), e os bronzes foram para Anicka Van Emden ( Hol ) e Gevrise Emane ( Fra ).
- 70 kg Feminino
A guerreira Maria Portela se deu bem no sorteio, e seu caminho até as quartas foi mais fácil. Já nesta fase pegou a sul coreana Ye-Sul Hwang, sofreu um yuko e não conseguiu reverter a luta. Na repescagem pegou uma verdadeira bucha, enfrentar a grande Lucie Decosse ( Fra ), tri campeã mundial e campeã olímpica que estava fazendo sua última competição da carreira. A luta foi muito dura, levada até o golden score apenas com punições, e num vacilo da brasileira, Decosse jogou de ippon, eliminando Portela da disputa de medalhas. Seria uma boa alternativa para Maria Portela tentar descer de categoria e se aventurar no -63 Kg, visto que é muito baixa para a categoria atual, e isto é uma grande desvantagem nas lutas já que geralmente as adversárias são mais altas e realizam com mais facilidade pegadas nas costas, o que prejudica e muito a brasileira.
A final foi disputada entre a colombiana Yuri Alvear e a alemã Laura Vargas Koch. Melhor para o ícone do judô colombiano , a grande Yuri Alvear, que consegue seu bi campeonato mundial. Os bronzes foram para -78 Kg Feminino
Mayra Aguiar competindo = Sinônimo de medalha ! Isso se confirmou mais uma vez nesse mundial, mesmo sendo tirada da disputa pelo título mundial nas quartas de final de forma surpreendente contra a holandesa Marhinde Verkerk, voltou com tudo vencendo a ucraniana Viktoriia Turks na repescagem, e na disputa do bronze despachou a canadense Catherine Roberge, ganhando assim sua terceira medalha na história em mundiais ( Tóquio 2010- prata , Paris 2011- bronze , Rio 2013- bronze ), com isso é outra que iguala o feito de Aurélio Miguel e Sarah Menezes, o de 3 medalhas em mundiais e ainda uma medalha olímpica.
As semi finais e até a final, foram bem inesperadas. Se todos esperavam nomes como Mayra Aguiar, Audrey Tcheumeo, Abigel Joo ou Akari Ogata, nada disso ! Antomarqui ( Cub ) x Marhinde Verkerk ( Hol ) , Sol ( Coréia do Norte ) x Catherine Roberge ( Can ). No final o ouro ficou com a norte coreana Kyong Sol ( mais uma vez a Coréia do Norte chega discreta num campeonato mundial de leva um título ! ), a prata ficou com a holandesa Marhinde Verkerk, e a francesa Audrey Tcheumeo foi a medalhista de bronze que ficou ao lado de Mayra Aguiar no pódio. +78 Kg Feminino
Vai Sussu !!! Essa foi a torcida que deu certo e auxiliou o vice campeonato de Maria Suelen Altheman neste sábado no Maracanãzinho. Vencendo na estréia a cazaque Issanova, depois nas quartas a sul coreana Eunkyeong Kim com ippon logo no começo da luta, chegou embalada para enfrentar a francesa Emilie Andeol. O combate que valia vaga na final foi duro, mas dominado pela brasileira que conseguiu as ações mais perigosas do combate, e no fim por shidôs contra a francesa, Sussu consegue classificação para a final, garantindo assim sua primeira medalha em mundiais. Na grande final Idalys Ortiz de Cuba. Velha conhecida de campeonatos panamericanos, a cubana atual campeã olímpica conseguiu um wazary e logo em seguida ligou numa imobilização, que fez com que se sagrasse campeã mundial. Com isso Maria Suelen é vice campeã mundial, um resultado histórico !
Completando o pódio, Megumi Tachimoto ( Jap ) e Eunkyeong Kim ( Cor.Sul ) ganharam o bronze.
Análise Geral : • Japão liderou o quadro de medalhas com 3 ouros, uma prata e 3 bronzes, seguido da França com 2 ouros, duas pratas e 3 bronzes, e Cuba com 2 ouros. Brasil fica em 4° , com 1 ouro, 3 pratas e 2 bronzes. • No quadro de medalhas pela quantidade, o Japão lidera empatado com a França com 7 medalhas, Brasil em 2° com 6 medalhas, em 3° Alemanha e Holanda com 5. • Fato interessante, é que as medalhas brasileiras foram todas em categorias diferentes, ou seja, em nenhuma tivemos dois atletas no pódio. Já a França teve em duas ocasiões dois atletas no pódio, enquanto o Japão também teve uma vez. • Apenas 2 campeões olímpicos ano passado conseguiram ganhar o título mundial nesta edição. • Apenas 3 líderes do ranking mundial confirmaram o suposto favoritismo e ganharam o ouro no mundial. • No feminino, 7 ouros disputados, 7 países diferentes ganhando esses ouros. • O Brasil saiu como o grande vencedor no quadro de medalhas no feminino, foram 5 medalhas, 3 finais. O Japão, Holanda, França e Alemanha tiveram 3 medalhas, uma final e ficaram em segundo nesse quesito. • No masculino Japão liderou o quadro, 3 ouros em 3 finais e ainda um bronze. França ficou em segundo com 2 ouros, 3 finais e ainda um bronze. Nesse quesito, o Brasil terminou em 7°, com a prata do Rafael Silva.

Texto de Rafael Alexandre


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